Esta foi a primeira atividade proposta pelo prof. Ivanderson na disciplina "Material Impresso na Educação", do curso Mídias na Educação (Cedu/Ufal), e consistia em uma discussão em fórum no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) baseada no artigo intitulado "A leitura e a escrita no hipertexto digital como práticas sociais: reflexões a partir da perspectiva do letramento".
Inicialmente, propus a seguinte reflexão abaixo e depois fui interagindo, ao longo da semana, com os colegas, através de nossas experiências com o tema. A discussão rendeu ótimas observações e sugestões.
Como a escrita evolui no tempo?
De que forma as Tecnologias da Informação e da Comunicação
contribuem para a emergência de novos tipos de leitura/escrita?
Que implicações esses novos cenários trazem para os
processos educativos?
A escrita, bem como seu suporte,
evoluiu (e por que não dizer que continua evoluindo?) ao longo do tempo,
passando pelas fases pictórica, ideográfica e alfabética. Na história da
escrita, duas grandes revoluções podem ser identificadas: a que aconteceu com a
invenção da imprensa e da tipografia, por Gutenberg, porque os livros passaram
a ser reproduzidos em larga escala, aumentando consideravelmente o acesso ao
conhecimento; e a do advento do computador, que gerou a sociedade da informação
que vivemos atualmente. Com a tela do computador e a criação do web como
suporte, houve outra mudança significativa: do texto linear do livro ao
hipertexto, que permite ao leitor não somente ler o conteúdo de uma obra, como
também ter acesso a outras publicações, conforme seu interesse.
Para Lévy, o hipertexto traz
mudanças significativas no modo de ler e escrever, porque confere ao texto
dinamicidade e incompletude. Nesse sentido, Bolter reitera afirmando que “um
hipertexto é como um livro impresso no qual o autor tem disponíveis um par de
tesouras para cortar e colar pedaços de outros textos, de tamanho conveniente”.
Além disso, há o fenômeno conhecido como convergência de mídias, que conta com
a presença de imagens, sons, vídeos etc. Dessa forma, as TICs transformam não
somente a disposição do texto, mas alteram também e, principalmente, o perfil
do leitor que passa a ser um “leitor imersivo”, segundo Santaella.
Esse novo cenário traz
uma emergência no processo educativo, porque nos deparamos com alunos nativos
digitais que dominam facilmente a tecnologia, mas não a aplicam para gerar
conhecimento; recebem muita informação, mas não sabe analisá-la criticamente.
Sendo assim, a escola não tem como ignorar das mídias, mas precisa ser um
espaço de conciliação entre os meios de comunicação.
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