sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Fórum sobre "A leitura e a escrita no hipertexto digital"

Esta foi a primeira atividade proposta pelo prof. Ivanderson na disciplina "Material Impresso na Educação", do curso Mídias na Educação (Cedu/Ufal), e consistia em uma discussão em fórum no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) baseada no artigo intitulado "A leitura e a escrita no hipertexto digital como práticas sociais: reflexões a partir da perspectiva do letramento".

Inicialmente, propus a seguinte reflexão abaixo e depois fui interagindo, ao longo da semana, com os colegas, através de nossas experiências com o tema. A discussão rendeu ótimas observações e sugestões.



Como a escrita evolui no tempo?

De que forma as Tecnologias da Informação e da Comunicação contribuem para a emergência de novos tipos de leitura/escrita?

Que implicações esses novos cenários trazem para os processos educativos?

A escrita, bem como seu suporte, evoluiu (e por que não dizer que continua evoluindo?) ao longo do tempo, passando pelas fases pictórica, ideográfica e alfabética. Na história da escrita, duas grandes revoluções podem ser identificadas: a que aconteceu com a invenção da imprensa e da tipografia, por Gutenberg, porque os livros passaram a ser reproduzidos em larga escala, aumentando consideravelmente o acesso ao conhecimento; e a do advento do computador, que gerou a sociedade da informação que vivemos atualmente. Com a tela do computador e a criação do web como suporte, houve outra mudança significativa: do texto linear do livro ao hipertexto, que permite ao leitor não somente ler o conteúdo de uma obra, como também ter acesso a outras publicações, conforme seu interesse.

Para Lévy, o hipertexto traz mudanças significativas no modo de ler e escrever, porque confere ao texto dinamicidade e incompletude. Nesse sentido, Bolter reitera afirmando que “um hipertexto é como um livro impresso no qual o autor tem disponíveis um par de tesouras para cortar e colar pedaços de outros textos, de tamanho conveniente”. Além disso, há o fenômeno conhecido como convergência de mídias, que conta com a presença de imagens, sons, vídeos etc. Dessa forma, as TICs transformam não somente a disposição do texto, mas alteram também e, principalmente, o perfil do leitor que passa a ser um “leitor imersivo”, segundo Santaella.

Esse novo cenário traz uma emergência no processo educativo, porque nos deparamos com alunos nativos digitais que dominam facilmente a tecnologia, mas não a aplicam para gerar conhecimento; recebem muita informação, mas não sabe analisá-la criticamente. Sendo assim, a escola não tem como ignorar das mídias, mas precisa ser um espaço de conciliação entre os meios de comunicação.

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