domingo, 12 de junho de 2011

Um amor pra vida toda

Desde muito pequenos, somos instigados a ter "namoradinhos". Mal chega a adolescência e já queremos ter um namorado para mostrar que "crescemos", mas muitas vezes esse crescimento é muito mais físico/hormonal do que emocional...

Hoje eu compreendo que aos quinze anos eu não tinha maturidade para começar a namorar, mas o fiz. No entanto, essa compreensão não me causa arrependimento, porque aprendi muito com cada experiência e desilusão. Acredito que tudo serviu para me tornar uma pessoa mais madura e apta a valorizar aquele que estaria comigo por toda a vida. Por exemplo: aos 13 anos eu sonhava com um príncipe encantado, que viria me buscar em um cavalo branco. Curtia Backstreet Boys e tinha certeza que o Kevin um dia me conheceria e seríamos felizes para sempre (risos!). Obviamente isso não aconteceu! Mas quando eu comecei a namorar valorizava muito a aparência... até descobrir que de nada vale um rosto bonito com um caráter duvidoso por trás. Aprendi que a confiança é imprescindível em um relacionamento, que não somos donos de ninguém, e que um amor verdadeiro se alegra com nossas conquistas, por mínimas que sejam ou pareçam ser.

Eu e Eri nos conhecemos no último ano da faculdade na Ufal (eu de Jornalismo e ele de Serviço Social). As circunstâncias e a maturidade emocional eram outras. Eu não estava mais buscando um príncipe, porque já havia descoberto que não existe ninguém perfeito, mas sabia que quando eu amasse de verdade saberia superar os defeitos do outro e ajudá-lo a melhorar. A aparência já não era determinante para mim, nenhuma beleza é eterna! É claro que a atração física precisa existir, mas ela não deve ser a principal motivação de um relacionamento. Mais vale um caráter íntegro e uma personalidade sendo trabalhada por Deus, do que somente um rostinho de porcelana ou um corpinho malhado!

A essa altura, quando pensava em alguém pra vida toda, pedia a Deus alguém que me amasse, me fizesse sorrir e fosse meu companheiro de todas as horas. De forma muito bem humorada, percebi que minha petição era a descrição do Eri, e assim começamos a namorar no início de um congresso estudantil, em Fortaleza. Com mais ou menos um ano de namoro, após concluir a faculdade, decidimos investir um ano de nossas vidas como missionários da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo, eu no Rio de Janeiro e ele em Fortaleza. Não, não foi uma época fácil, mas esse tempo solidificou nossos sentimentos e nos deu a convicção de que sim, queríamos estar um com o outro para sempre!

Em janeiro de 2007, Eri me fez uma surpresa pedindo minha mão em casamento no final de um projeto de verão em Recife. Em fevereiro de 2008, Deus definitivamente nos confiou um ao outro para cuidar, amar, dar suporte e compartilhar cada momento de nossas vidas. E Ele sabe o que faz, porque juntos somos muito melhores! Ao todo, estamos juntos há seis anos, mas meu desejo (e sei que o dele também) é que esses seis anos sejam multiplicados mais e mais.

Já vivemos situações divertidas e adversas em nosso dia-a-dia, mas em todas elas pudemos ver a direção de Deus, porque resolvemos convidá-lo para ser o centro do nosso casamento. Porque só Ele, com seu amor ágape, pode ensinar criaturas frágeis e imperfeitas como nós a amar como o outro merece e precisa ser amado! Sei que ainda tenho muito a aprender, especialmente quando vierem os filhos, mas sei também que é preciso viver um dia por vez. Por isso, Eri, hoje eu quero declarar, não somente por ser o dia dos namorados, de que eu amo você e que você é tudo que um dia eu pedi a Deus!

“Um homem sozinho pode ser vencido, mas dois conseguem defender-se. Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade” Eclesiastes 4.12

Um comentário:

  1. Aaaaaahhh q lindos!!!!!
    Deus é tm bom mesmo, vcs foram feitos um para o outro =D
    Que Deus continue abençoando esse lindo casamento!
    Bjs =**

    ResponderExcluir